Resumo de informações - Novembro de 2007

Itens mais importantes da epidemia de aids em Campinas


Banco de dados Sinan HIV (portadores assintomáticos)

Notificações de portadores assintomáticos do HIV; não é notificação compulsória (ou seja, não existe análise nacional para comparar) a notificação neste banco é uma recomendação do Programa Estadual para seus municípios);

Importância:

1.Permite uma análise "em tempo real" das características e tendência da epidemia de aids (o banco Sinan Aids mostra casos de pessoas com critérios CDC / Caracas e/ou de quantificação de CD4 que caracterizam a instalação da aids, ou seja, só estão pessoas com aids neste banco e não estão as pessoas infectadas pelo HIV assintomáticas), por notificar portadores assintomaticos que não aparecem no Sinan/Aids.

2.NOSSA META É DIAGNOSTICAR O MAIS PRECOCEMENTE
POSSÍVEL A INFECÇÃO PELO HIV

porquê:
A. Proteção e monitoramento individual dos diagnosticados (a maioria deles não chega a adoecer, por que como estão conosco em avaliações quadrimestrais laboratoriais, na medida que o número de células CD4/CD8 cai, nós introduzimos a TARV (terapia anti-retroviral) antes das infecções oportunistas.

B. Proteção à coletividade e impacto na velocidade de crescimento da epidemia (quem não sabe que tem o HIV continua transmitindo);



C. Alimentação no banco Sinan/HIV que permite saber quem são os novos afetados; características de vulnerabilidade de gênero, grupamentos sociais, formas de transmissão etc, que permite intervenção estratégica precoce das ações de prevenção. (No banco aids, temos uma visão defasada em pelo menos 5 anos dessas informações e análises, já que entre a infecção pelo HIV e a instalação da aids propriamente dita, decorrem, em média, 5 anos.

* Instalamos o banco Sinan/HIV em 2005, só faremos análises a partir de 2006, (é mais seguro), tendo informações parciais e provisórias de 2007.

** Freqüência por sexo de assintomáticos / 2006

Mulher: 44 casos
· Relação de gênero + ou – 2 homens para 1 mulher
Homem: 85 casos


** Concentração por faixa etária

Mulher*20-34 anos = 27 casos (+ou- 60% dos casos em mulheres)
Homem*20-49 anos = 72 casos (+ ou – 85% dos casos em homens)

Observação: Mesmo entre os assintomáticos, nossa epidemia não é tão jovem.

Banco Sinan Aids

Este banco permite análise comparativa com a média nacional divulgada pelo PN DST/Aids / MS.

Casos de aids notificados em 2006:

Total = 246 maiores que 13 anos
002 menores que 13 anos (* 01 transmissão entre 0 a 4 anos de idade; * 01 entre 10 – 12 anos de idade)

Análise: Epidemia, de maneira geral, estabilizada em Campinas, com tendência a declínio:


325 casos em 2003
293 casos em 2004
279 casos em 2005
246 casos em 2006

Menores que 13 anos – Só podemos "fechar" a notificação da transmissão vertical 18 meses após o nascimento (ou se o bebê apresentar sintomas de aids), por que mesmo para os não-infectados existe permanência de anticorpo materno; ou seja os casos no ano de diagnóstico se referem à infecção de + ou – 2 anos.

. 3 casos em 2003
. 3 casos em 2004
. 8 casos em 2005
. 2 casos em 2006


Parcial 2007 (até outubro)

135 casos em maiores de 13 anos
83 homens
52 mulheres

63,6% heterossexual
81,5% transmissão via sexual
35% homo/bissexual

Entre os casos de aids por categoria de transmissão heterossexual inverteu-se a relação de gênero.

1.4 mulheres / 1 homem

(2000 até 2006 oscilou entre 2 e 1,5 homens para 1 mulher)

Embora sejam dados provisórios, é uma tendência se não confirmada no fechamento de 2007, para os próximos anos.

* Concentração por faixa etária, ambos os sexos:
30 a 39 anos

Mesmo se considerarmos infecção 5 anos antes dos sintomas e parâmetros laboratoriais, nossa epidemia não é jovem.

* Distribuição casos por raça / cor / etnia:

. 52,5% brancos
. 9,62% pretos
. 32,59% pardos


Mesmo se somarmos pretos e pardos, a maioria dos casos é branca (se somarmos os ignorados também). Faremos uma análise mais detalhada entre proporção do quesito na população Campinas e banco de óbitos por aids, para conhecer influência de outras variáveis como acesso e assistência.

Maria Cristina Feijó Januzzi Ilário
Programa Municipal de DST/Aids
Secretaria Municipal de Saúde